Plano de Carreiras em TI: Como elaborar na sua empresa

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Você já trabalhou em uma empresa que não tinha um plano de carreiras estruturado para os funcionários? E um plano de carreiras em TI? Dentro de um ambiente empresarial, é muito comum escutar o papo sobre objetivos e métricas. Afinal, se o negócio não tem metas e um caminho a ser trilhado, pode-se suspeitar que ele não está indo para lugar nenhum. O mesmo acontece com a carreira do profissional.

Se elaborar um plano de carreiras geral, já é um desafio para muitas lideranças, um plano na área de tecnologia então, é isso e um pouco mais. É necessário criar um programa para acompanhar, guiar e estimular o desenvolvimento do funcionário e a progressão que ele terá. Ele determina as competências requeridas e expectativas para cada posição.

A diferença na área de TI, é que além dos cuidados normais, é importante entender sobre as diferentes stacks tecnológicas e como elas estão perante a comunidade de devs. Isso tudo em um mercado com as maiores taxas de turnover e um grupo de profissionais com altos salários.

Para isso, é essencial conhecer as demandas do negócio e da equipe de tecnologia, que às vezes funciona como um mundo à parte. Pessoas do time técnico irão contribuir esclarecendo pontos relacionados ao desenvolvimento do produto, à carreira técnica e seus principais marcos. Pessoas de recursos humanos ou gente e gestão irão agregar valores intrínsecos à jornada do colaborador e aos aspectos comportamentais.

Essa construção é extremamente personalizada e volátil. Estruturar um plano de carreiras em TI pode ser uma tarefa complexa. Esse post tem a pretensão de ser uma amostra, de um material bem mais completo: o e-book Roadmap em TI: Como estruturar um Plano de Carreira em Tecnologia. Continue lendo para entender como impulsionar seus profissionais e seu negócio.

Plano de Carreiras em TI: Qual é a diferença?

Já na área de tecnologia, é comum encontrar em uma mesma empresa, diferentes segmentações e parâmetros que irão guiar o progresso do profissional. Um dev que trabalha com Front End, terá uma trilha diferente de um Back End, Mobile, tester ou BI.

Um outro exemplo é uma empresa que sempre trabalhou com um tipo de tecnologia, mede o desempenho individual de acordo com número de bugs e entregas, mas então resolve migrar para outra.

Como no caso do Nubank, que teve o aplicativo desenvolvido em React Native, mas então, segundo rumores, começou a migrar para Flutter. Se for mesmo verdade, pode ser injusto e frustrante para os desenvolvedores terem as métricas relacionadas à tecnologia empregada.

E existem até mesmo outras formas de trabalho, como quem trabalha com Scrum, ou Squads, ou outras dinâmicas. E aí, sem KPIs ou formas de metrificar, como promover e recompensar?

Por onde começar?

A qualquer momento, independentemente do tamanho da sua empresa, é importante dar atenção à retenção dos seus colaboradores. Eles esperam alguma perspectiva de futuro, mesmo que com um plano de desenvolvimento ainda em modelo de rascunho. Isso ajuda as pessoas a se manterem engajadas e a se enxergarem a longo prazo dentro da empresa.

Antes de começar a pensar na estrutura de um plano de carreiras para desenvolvedores, é crucial que esteja bem definida a identidade, cultura e metas da sua empresa. Assim, é possível ter estratégias baseadas em dados sobre o que é viável oferecer como formas de crescimento aos funcionários e o que não é.

A progressão de carreira varia muito para cada empresa, o que fica ainda mais evidente comparando StartUps e empresas convencionais, por exemplo. Em empresas mais convencionais é mais comum ter cargos mais definidos e planos mais claros, mas ao mesmo tempo os processos costumam ser mais morosos. Já StartUps, normalmente têm processos mais dinâmicos e rápidos, mas ainda com poucas definições.

À medida que a empresa cresce, definições de cargos passam a ser inevitáveis. Eles guiam o nivelamento, salário e opções de trilha de carreira. Ao mudar de emprego, ou almejar um novo cargo, o profissional terá como comparação o seu título anterior. Certifique-se de que esse título e as tarefas estejam bem delineados.

O ideal é que a equipe de TI, em parceria com alguém do RH, elabore o plano, com os marcos e a temporalidade, depois de ter conversado com o profissional e entender seus objetivos.

Diferentes Trilhas em TI

Um bom plano de carreiras em TI abrange diferentes caminhos e possibilidades. Esse plano não deve ficar preso a uma planilha. Ele deve ser maleável e personalizado. Inclusive, considerando os diferentes caminhos de carreira possíveis, como em Y, W e T.

Existem ainda diferentes áreas de atuação. E também diferentes níveis hierárquicos de cargos, que funcionam além da senioridade, por exemplo: Estagiário, desenvolvedor, líder, arquiteto de software, de sistema, gerente de projetos, diretor de TI, CTO, entre outros.

Em complemento às definições de cargos, existem também as definições de níveis de senioridade, que se relacionam ao nível de experiência de cada pessoa.

Definir o grau de senioridade por tempo de experiência é uma maneira fria. Ela não leva em conta outros aspectos do profissional, suas habilidades e desenvoltura com as tarefas a ele atribuídas.

Um desenvolvedor Júnior não vai automaticamente ser Pleno quando completar 2 anos em uma empresa. Esse upgrade deve ser relativo ao seu trabalho e entregas, além de suas soft-skills: como ele trabalha em equipe, comunicação, interação, pensamento crítico, adaptabilidade, entre outras coisas que forem relevantes para cada empresa.

A complexidade de projetos que alguém já atuou, a qualidade de seu código, suas capacidades interpessoais, certificações e até mesmo sua participação na comunidade de devs devem ser consideradas ao fazer essa avaliação e possível upgrade.

Pensando nesses diferentes formatos, é importante ter em mente também que cada promoção deve funcionar como um novo cargo. Não apenas como um novo grau de habilidades. As pessoas querem acumular novas responsabilidades e serem desafiadas.

O plano de carreiras deve explicar e justificar os níveis e cargos. Deve indicar também para as pessoas da empresa quais são as habilidades e características necessárias para uma promoção. É importante ter cuidado para que essa não seja uma lista interminável e sem planejamento.

Plano de Carreiras em TI

A elaboração de um plano de carreiras em TI deve ser um trabalho feito a pelo menos 4 mãos. Alguém de RH com alguém da área técnica devem se unir, cada um dentro da sua área de expertise, para definir critérios e processos.

O plano de carreiras, quando bem elaborado, pode simplificar decisões, facilitar processos e alinhar expectativas. Ele tem o poder de atrair e reter profissionais engajados no seu negócio.

A definição de uma trilha de carreira na área de tecnologia consegue ser ainda mais desafiadora do que outras áreas, já que esse mercado pode ter diferentes caminhos e dinâmicas. Mas com as considerações apresentadas aqui, e de maneira mais aprofundada no eBook, esse processo pode ser mais acessível e natural.

E claro que você pode contar com a Vulpi em toda essa jornada.

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